imagem de um resort com piscina e diversos quartos

A multipropriedade deixou de ser uma aposta para se tornar uma estratégia consolidada dentro do mercado imobiliário e turístico brasileiro.

Em 2025, o setor alcançou um novo patamar, com cerca de R$ 100,5 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), reunindo 224 empreendimentos distribuídos em 99 cidades em 18 estados no país, segundo dados do estudo Cenário do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil, da Caio Calfat Real Estate Consulting.

Esse crescimento reflete um movimento mais profundo de amadurecimento do setor, que hoje opera com maior organização, previsibilidade e foco na qualidade dos projetos.

A evolução da multipropriedade no Brasil 

O avanço da multipropriedade acompanha mudanças importantes no comportamento do consumidor e na forma como os empreendimentos são desenvolvidos.

O modelo de uso compartilhado responde a uma demanda crescente por experiências, flexibilidade e melhor aproveitamento de recursos. Paralelamente, permite que desenvolvedores ampliem o potencial de monetização de um único ativo.

Nos últimos anos, o setor deixou para trás a fase de expansão acelerada e passou a operar com mais estratégia. Os projetos se tornaram mais bem estruturados, com maior aderência ao perfil de cada região e maior atenção à jornada do cliente.

De acordo com o estudo da Caio Calfat, essa evolução marca a entrada do setor em uma fase mais madura, com maior consistência nos lançamentos e maior previsibilidade nos resultados.

Além disso, a multipropriedade vem ampliando sua presença para novos destinos, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico regional.

Crescimento que exige estrutura financeira

Apesar do cenário positivo, o modelo de multipropriedade traz desafios importantes, especialmente no campo financeiro.

As vendas são pulverizadas e, a maior parte dos compradores parcela os contratos em mais de 72 vezes. Isso gera recebíveis de longo prazo que podem ser convertidos em capital imediato por meio da securitização. Ao mesmo tempo, os projetos exigem investimentos contínuos durante a obra, criando um descompasso entre entrada e saída de recursos tornando a gestão financeira ainda mais estratégica.

Segundo o relatório setorial, temas como funding, previsibilidade de caixa e gestão de recebíveis continuam entre os principais pontos de atenção para os empreendimentos.

É nesse contexto que a securitização ganha relevância.

Securitização como motor do crescimento

A securitização permite transformar os recebíveis futuros das vendas em capital imediato.

Na prática, significa antecipar receitas e fortalecer o caixa do empreendimento ainda durante sua fase de desenvolvimento.

Com isso, o projeto ganha mais fôlego para:

  • manter o ritmo de execução
  • reduzir a dependência de capital próprio
  • equilibrar o fluxo financeiro
  • viabilizar novos investimentos

Essa dinâmica torna o modelo mais eficiente e preparado para crescer.

Mais previsibilidade e eficiência operacional

Ao estruturar uma operação de securitização, o empreendimento passa a ter maior previsibilidade financeira.

Com a securitização, o empreendimento passa a contar com capital antecipado e caixa mais previsível, o que amplia diretamente a capacidade de planejamento, execução e tomada de decisão.

Além disso, o acesso ao Mercado de Capitais amplia as alternativas de funding, reduzindo a dependência de crédito tradicional e trazendo mais flexibilidade para o desenvolvimento dos projetos.

Um mercado mais exigente pede estruturas mais robustas

Com o amadurecimento da multipropriedade, o nível de exigência também aumentou.

Hoje, não basta ter um bom produto ou uma estratégia comercial eficiente. É fundamental contar com uma engenharia financeira capaz de sustentar o crescimento do projeto.

Empreendimentos que conseguem integrar produto, vendas e estrutura financeira tendem a se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.

O papel da Fortesec na multipropriedade

A estruturação financeira tornou-se um dos principais diferenciais dentro desse cenário. A Fortesec atua conectando empreendimentos ao Mercado de Capitais, estruturando operações que transformam recebíveis em capital imediato e dão suporte ao crescimento dos projetos.

Esse trabalho envolve desde a organização dos ativos até a definição da melhor estrutura de operação, sempre com foco em eficiência, segurança e previsibilidade.

Com atuação relevante nesse segmento, a Fortesec foi pioneira na securitização de multipropriedades no Brasil, contribuindo para o desenvolvimento de operações mais robustas e alinhadas às necessidades do setor.

Para entender como essa atuação se traduz na prática, vale conferir também como a Fortesec lidera a securitização de multipropriedades

Perspectivas para o setor 

A tendência é que a multipropriedade continue em expansão nos próximos anos. A combinação entre demanda por turismo estruturado, diversificação de destinos e amadurecimento dos modelos de negócio deve sustentar o crescimento do setor.

Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico seguirá influenciando o ritmo dos investimentos, reforçando a importância de estruturas financeiras bem definidas.

Nesse contexto, empreendimentos com acesso ao Mercado de Capitais e maior organização financeira tendem a ganhar vantagem competitiva.

O setor de multipropriedade entrou em uma nova fase, com mais estrutura, profissionalismo e exigência. E a securitização torna-se uma das principais ferramentas para viabilizar e acelerar projetos, trazendo liquidez, previsibilidade e escala. Mais do que acompanhar o crescimento do setor, ela ajuda a sustentar sua evolução.